A cada mês vamos explorar o mercado de trabalho no transporte rodoviário de cargas através do “Painel de Cargos e Salários Nacional do TRC”. Trazendo dados detalhadas de várias regiões do país e suas tendências, emitindo análises atualizadas sobre as atividades do setor, média salarial por região, participação das mulheres, entre outros.
SETOR DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO AQUECE O MERCADO DE TRABALHO
A análise do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) para o primeiro trimestre de 2025 revela um cenário animador para o mercado de empregos formais. O setor registrou um crescimento consistente de 4,8% em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando mais de 180 mil novas admissões nos primeiros três meses do ano.
O destaque vai para a Região Norte, que liderou o avanço nacional com impressionantes 6,5% de crescimento nas contratações. Mesmo representando apenas 3% das admissões formais do país, a região demonstra um dinamismo que merece atenção.
DESTAQUES E DESAFIOS DA REGIÃO NORTE
A Região Norte apresenta um cenário de extremos nas contratações formais. Enquanto o Amazonas dispara com crescimento de +21,9%, outros estados enfrentam quedas expressivas: Roraima (-46%), Acre (-27,2%) e Amapá (-16,7%).
Essa volatilidade, combinada ao baixo volume de contratações formais, evidencia a fragilidade do setor formal na região e sugere alta informalidade. Para dimensionar: apenas a cidade de São Paulo contratou mais trabalhadores formais no 1º trimestre que todos os estados do Norte somados.
AVANÇO NA EQUIDADE DE GÊNERO
A presença feminina no transporte rodoviário de cargas registra avanço histórico! No comparativo entre o 1º trimestre de 2024 e 2025, as contratações de mulheres saltaram 14%, contrastando com apenas 3% de crescimento nas admissões masculinas.
A Região Sudeste lidera essa transformação, concentrando 57% das novas contratações femininas do Brasil e alcançando +19% de crescimento regional. Osasco se destaca como a cidade que mais empregou mulheres no período, com mais de 3.400 admissões, o dobro da segunda colocada, São Paulo.
DESAFIOS E MUDANÇAS NO PERFIL DOS MOTORISTAS
O mercado de motoristas no TRC apresenta um cenário desafiador: mesmo com demanda crescente por profissionais, as admissões registraram queda de 0,4% no 1º trimestre de 2025 comparado ao mesmo período de 2024. Essa redução, embora pequena, é preocupante diante da escassez já conhecida de motoristas no setor.
A Região Sudeste, principal polo econômico do país, exemplifica bem esse desafio ao contratar 1.300 motoristas a menos que no primeiro trimestre do ano anterior. Em contrapartida, as regiões Norte e Sul conseguiram nadar contra a corrente, registrando leve crescimento nas contratações.
Um dado ainda mais preocupante emerge da análise etária: o envelhecimento acelerado da categoria. As faixas de 41-45 e 36-40 anos lideram as contratações, evidenciando um perfil maduro. Mais alarmante ainda: os grupos que mais cresceram foram os de 56-60 anos (+5%) e acima de 60 anos (+3%), sinalizando que a profissão não consegue atrair trabalhadores mais jovens e caminha para uma crise geracional.
Entenda a evolução do número de CNHs para motoristas de caminhão e carreta no Brasil. Acompanhe dados atualizados, tendências do setor e tenha insights estratégicos sobre o cenário do transporte rodoviário.
Acompanhe o cenário de Emissão de CTE’s para monitorar o volume de transporte e a demanda de cargas, oferecendo insights sobre a quantidade de carga transportada, frequência de emissões e padrões de demanda. Com base nesses dados, é possível otimizar a logística, prever picos de demanda, ajustar a capacidade de transporte e reduzir custos operacionais, melhorando a eficiência e o planejamento das operações.
O IPTC apresenta o “Painel de Cargos e Salários do TRC”, uma ferramenta de consulta rápida, desenvolvida para auxiliar os transportadores no planejamento de suas ações tanto na contratação quanto na retenção de seus colaboradores.
Agora com abrangência nacional, o painel apresenta dados atualizados dos anos de 2020 a 2024 (com intervalo de dois meses dos dados disponibilizados pelo CAGED) para mais de 1700 ocupações, oferecendo uma visão completa do mercado de trabalho no setor de transporte rodoviário de cargas em todo o Brasil.
Os dados disponíveis incluem:
Mapa Geral do Emprego
Média Salarial e Consulta de Cargos
Perfil dos Colaboradores
Ranking das Ocupações
Turnover e Estoque por Estado
Com esta ferramenta, você terá acesso a informações essenciais sobre o mercado de contratações e demissões em diversas áreas do transporte rodoviário de cargas, como:
Essa ferramenta tem por objetivo auxiliar o transportador a mapear o preço médio de revenda (cobrado na bomba) do óleo diesel (Comum e S10) nos principais munícipios do estado de São Paulo e capitais brasileiras, além de fornecer acesso a outros indicadores importantes do TRC. O painel é atualizado todas as terças-feiras com os dados provenientes da ANP (Agência Nacional de Petróleo), a qual realiza o levantamento de preços nos municípios semanalmente.
Para ter acesso ao Painel, basta acessar o link abaixo.
O recente aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para pessoas jurídicas representa mais um entrave econômico para setores que já operam sob alta carga tributária e margens de lucro cada vez mais pressionadas. Entre os mais afetados, destaca-se o setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), essencial para a logística nacional e responsável por mais de 65% do escoamento de bens e mercadorias no Brasil.
Este parecer analisa os impactos econômicos da elevação do IOF sobre as operações financeiras das transportadoras, com destaque para o reflexo direto na formação do frete e os riscos sistêmicos ao setor.
1. O que muda com o aumento do IOF?
O IOF incide sobre operações de crédito, câmbio, seguro e títulos ou valores mobiliários. No caso das empresas de transporte, a incidência sobre operações de crédito (empréstimos, financiamentos, capital de giro, leasing de veículos e antecipações de recebíveis) é a mais relevante.
O aumento da alíquota implica em:
Encarecimento imediato do custo do crédito;
Redução da capacidade de investimento e renovação de frota;
Aumento da dependência de capital próprio ou crédito informal.
2. Impactos Econômicos para o Setor de TRC
2.1. Aumento do Custo Operacional
O setor de TRC é intensivo em capital: compra de caminhões, manutenção, combustível, seguros e folha de pagamento representam os principais custos. A maior parte das empresas, especialmente pequenas e médias transportadoras, depende de financiamento bancário para operar. Com o aumento do IOF, esse custo financeiro se agrava, comprometendo a saúde financeira do negócio.
2.2. Redução da Competitividade
A elevação dos encargos financeiros torna o custo do frete mais alto, reduzindo a competitividade das transportadoras brasileiras frente a operadores logísticos mais integrados ou modais alternativos, como o ferroviário (quando disponível). Empresas com menor poder de negociação ou sem capital próprio serão obrigadas a represar investimentos, adiando renovação de frota ou expansão de rotas.
2.3. Efeito em Cadeia
Como o setor de transporte é transversal a toda a economia, o aumento do IOF gera efeito cascata em diversas cadeias produtivas:
Produtos transportados tornam-se mais caros;
A inflação de custos se espalha por outros setores (varejo, indústria, agro);
A economia perde eficiência logística e competitividade externa.
3. Reflexo na Formação do Frete
O frete é composto por diversos elementos: custo fixo (veículo, depreciação, impostos), custo variável (combustível, pedágios, manutenção) e custo financeiro (juros de capital de giro, leasing de veículos etc.). O aumento do IOF afeta diretamente esse último componente.
Exemplo Prático:
Uma transportadora que financia R$ 500 mil para aquisição de frota com IOF elevado, verá esse valor refletido em sua planilha de custos por:
Maior parcela mensal de pagamento;
Redução da margem de lucro por quilômetro rodado;
Necessidade de revisão para cima no valor do frete, o que pode gerar resistência do embarcador ou perda de competitividade.
Em setores com fretes contratados por tabela ou com baixa margem de negociação, essa elevação de custo muitas vezes não consegue ser repassada, comprometendo a viabilidade do negócio.
4. Considerações Finais
O aumento do IOF para pessoas jurídicas é uma medida que, embora de curta duração sob a ótica arrecadatória, gera distorções graves no ambiente produtivo. No setor de Transporte Rodoviário de Cargas, seus efeitos são potencializados pelo perfil financeiro das empresas, altamente dependente de crédito e sensível a variações de custo.
Além de comprometer a rentabilidade e a capacidade de investimento das transportadoras, a medida onera indiretamente toda a cadeia logística nacional, encarecendo produtos, pressionando a inflação e reduzindo a competitividade do Brasil no comércio exterior.
Recomendações
Revisão da política de IOF para setores estratégicos, como o TRC;
Estímulo a linhas de crédito com isenção ou redução do imposto, especialmente para renovação de frota;
Incentivo à formalização e melhoria do ambiente regulatório e tributário;
Nosso E-book sobre acidentes de trânsito foi cuidadosamente atualizado com o objetivo de oferecer informações essenciais e reforçar a conscientização sobre a importância da segurança nas vias. Esta nova edição com dados de 2024, trazendo uma visão ainda mais atual e precisa da realidade dos acidentes envolvendo o transporte rodoviário de cargas.
O material inclui estudos técnicos detalhados que analisam causas recorrentes, perfis dos envolvidos e características marcantes dessas ocorrências. A apresentação dos dados é feita por meio de representações gráficas claras e objetivas, facilitando a compreensão dos principais pontos abordados.
Com foco na prevenção, também inserimos dicas práticas que contribuem para a redução de acidentes e fatalidades nas estradas. Nosso propósito é oferecer uma base sólida de conhecimento, atualizada e confiável, para estimular a construção de um trânsito mais seguro para todos.