Publicada há cerca de duas semanas, a Medida Provisória (MP) do carro popular trouxe uma série de medidas fiscais para estimular o setor automotivo. O objetivo principal da MP é baratear o preço do chamado carro popular, na tentativa de reaquecer o mercado, mantendo a atividade industrial e milhares de empregos. Os estímulos do governo já estão beneficiando outros setores da economia. Entenda.
Como a MP do carro popular beneficia outros setores da economia
A ideia do governo federal é que estímulos fiscais – com a desoneração de tributos como PIS, Cofins e IPI – fizessem com que os veículos mais baratos chegassem ao consumidor final por valores próximos a R$ 60 mil.
Apontado como um dos setores que mais sofreram alterações na dinâmica logística, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL), a indústria automotiva, de maneira geral, enxerga, nessas ações de incentivo do governo federal, uma expectativa de melhorias em toda a cadeia de distribuição.
“As ações do governo vêm ao encontro de uma mudança de perfil do consumidor, que deseja veículos com maior tecnologia embarcada e segurança para os condutores e passageiros”, analisa Jazeel Santos, diretor da Loghis/Grupo GPS.
“O desafio a ser superado eleva a complexidade das cadeias de suprimentos e estabelece um novo degrau de integração entre os agentes da cadeia e seus respectivos 3PLs [operadores de logística terceirizados] para atendimento aos consumidores, e portanto o aumento das demandas de novas rotas de transporte e novas áreas de armazenamento”, afirma.
Os processos logísticos regem, de maneira geral, o fluxo de produção de um veículo, seja na entrega de peças para a montagem, seja no armazenamento e movimentação necessárias, durante e após a montagem do veículo em si.
Já nos primeiros meses de 2023, com uma expectativa melhor a respeito do setor produtivo automotivo, as operadoras logísticas já vinham realizando novos investimentos em mão de obra e tecnologia de distribuição e gestão de estoques, conforme apontou estudo do Instituto Paulista de Transporte de Cargas (IPTC).
Estão abertas as inscrições para a primeira turma de treinamento em Presidente Prudente/SP do programa “Elas No Volante”, criado pela LOTS Group, empresa que trabalha com o futuro do transporte e faz parte do grupo Scania, em parceria com o SEST SENAT. A matrícula pode ser feita até 2 de julho clicando nesse link e as aulas começam dia 24 de julho.
O curso do programa Elas no Volante é gratuito e tem como objetivo capacitar mulheres para trabalharem como motoristas de transporte canavieiro. São 107 horas de aulas teóricas e práticas e não é preciso ter experiência como motoristas de caminhão. Podem participar mulheres alfabetizadas com mais de 21 anos, que moram na região e que possuem CNH na Categoria E. Para mulheres que moram em Narandiba, a prefeitura da cidade vai disponibilizar transporte gratuito.
Com o setor de logística em crescimento, o programa “Elas No Volante” foi criado exatamente para atrair mulheres e preservar a igualdade de gênero. “Há uma carência de mão de obra no setor de transporte e investir na qualificação de mulheres para preencher essas vagas é um caminho para dar oportunidade para esses profissionais e também suprir uma demanda do mercado”, explica Fernanda Contro, Gerente de Pessoas & Cultura das Operações Agro do Grupo LOTS.
O número de mulheres com habilitação “E” ainda é pequeno. Segundo a Secretaria Nacional do Trânsito (Senatran), em 2022, apenas 3,4% dos motoristas habilitados para dirigir caminhões, ônibus e carretas eram mulheres. Em igual período, só em São Paulo, ocorreu um aumento de 61% de mulheres contratadas no setor de Transporte Rodoviário de Cargas, porém a maioria ainda se concentra nas áreas administrativas, de acordo com o Instituto Paulista do Transporte de Cargas ( IPTC), órgão de pesquisa parceiro do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP).
Números do programa Elas no Volante
A Lots já realizou o treinamento “Elas No Volante” na operação rodoviária ABC em São Bernardo do Campo, em São Paulo, que inicialmente contava com apenas seis mulheres, correspondendo a 8% do quadro de colaboradores. Atualmente, 35% da equipe na região é composta por mulheres e meta da empresa é chegar em 50% ainda esse ano.
Na operação florestal, no Mato Grosso do Sul, a taxa de mulheres aumentou de 5% para 10% após a primeira edição do programa. Atualmente, a segunda edição do projeto está em andamento com o objetivo de aumentar para 20% essa fatia em 2023.
O IPTC é signatário do movimento Vez&Voz, grupo criado pelo SETCESP, com a intenção de apoiar, mapear, analisar e incentivar a participação das mulheres no TRC. Acompanhe os estudos sobre o tema!
Com o objetivo de fornecer aos transportadores uma visão geral dos principais itens que compõem o serviço de entregas para e-commerce, elaboramos um material com as referências de mercado a fim de gerar discussão sobre itens que compõem a proposta comercial, criando um canal de aperfeiçoamento para o transportador.
Todo estudo foi realizado pelo IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas), e encomendado pela Diretoria de Especialidade de E-commerce do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas de São Paulo e Região), desde sua fase de planejamento, coleta de informações e apresentação de dados.
A partir deste levantamento, o instituto construiu uma proposta de alinhamento como recomendação para subsidiar as empresas do segmento com informações técnicas sobre práticas de mercado, além da formação de tarifas condizentes e competitivas.
O IPTC vem trabalhando para entender quais as dificuldades na contratação de motoristas por parte das empresas e quais os motivos que tem levado ao desinteresse da profissão. Em um primeiro cenário, foi realizado um diagnóstico nacional e focado na região de São Paulo para entender a grandeza desta escassez, e conversado com uma série de empresas para apontar as necessidades de contratação e benefícios hoje oferecidos. Acompanhem as atualizações!
O IER é uma pesquisa anual desenvolvida em parceria com o SETCESP para avaliar as condições de recebimento dos principais estabelecimentos de São Paulo e região, como supermercados, centros de distribuição e home centers. A metodologia avalia in loco questões operacionais e a infraestrutura de recebimento de cada um dos 300 pontos selecionados, além de coletar o tempo médio de descarga nestes locais junto às transportadoras.
Apoiando o projeto “Vez e Voz” do SETCESP, o IPTC aplicou uma pesquisa com as mulheres que trabalham no setor de transporte para entender as principais dificuldades e questões enfrentadas por elas. Em um universo predominantemente masculino, as mulheres se destacam em diversas posições e vem mostrando que são a transformação do TRC.
Da mesma forma que os estabelecimentos pesquisados no IER, os shopping centers também foram contemplados em uma pesquisa à parte, devido à natureza particular das entregas nestes estabelecimentos. Neste projeto, foram avaliados 82 shopping centers da Região Metropolitana de São Paulo, e disponibilizado um guia com os principais dados para operações em shopping centers, incluindo janelas de horários, docas e formas de recebimento.